Você existe?
Se você existe, por que nunca te encontrei?
Nas ruas, nos bares, nos lares...
Nunca te esbarrei.
Você existe?
Se você existe, por que nunca te toquei?
Nunca senti a sua pele, o seu cheiro, o seu soluço,
Nunca te escutei.
Você existe?
Se você existe, como nunca a vi?
Sua sombra, sua silhueta, sua faceta,
Se você existe, eu nunca sorri.
Você existe?
Se você existe, por que nunca a beijei?
Te amei, te amei e te amei?
Se você existe, é porque nunca eu te amei.
Você não existe.
Não está em minha cama,
Não possui a minha chama,
Você não existe.
Não tem o meu pudor,
Não sente o meu calor.
Não, você não existe.
É um sonho,
Medonho,
Você não existe.
Se existisse estaria me amando,
Me acariciando,
Suando...
Você não existe.
Se existisse estaríamos rindo
Indo, vindo...
Cansando, descansando,
Se amando.
Você existe?
Não existe?
Insiste?
Onde está que não a vejo?
Desejo?
Você existe...
Sim...
Dentro de mim.
Advogado, escritor e poeta, autor dos livros As duas faces da corrupção e O Seqüestrado.
sexta-feira, 31 de julho de 2009
quinta-feira, 23 de julho de 2009
Menina do olho bonito.

Menina do olho bonito,
Onde está neste infinito?
Onde olhas os olhos teus,
Que não se encontram com os meus?
Menina do olho bonito,
Encontro-me tão aflito,
A procura dos olhos teus,
Que só olham para Deus.
Menina do olho bonito,
Negros, como a noite sem luar,
Se tivesse um “cachito”,
De seu peito para amar.
Menina do olho bonito,
Fecho os olhos e grito,
Uma palavra de amor,
Que chegue aonde tu for.
Menina do olho bonito,
Não sei se eu acredito.
Que estás em frente a mim.
Me amando gostoso assim.
Marcos Tomaz.
23/07/09.
Onde está neste infinito?
Onde olhas os olhos teus,
Que não se encontram com os meus?
Menina do olho bonito,
Encontro-me tão aflito,
A procura dos olhos teus,
Que só olham para Deus.
Menina do olho bonito,
Negros, como a noite sem luar,
Se tivesse um “cachito”,
De seu peito para amar.
Menina do olho bonito,
Fecho os olhos e grito,
Uma palavra de amor,
Que chegue aonde tu for.
Menina do olho bonito,
Não sei se eu acredito.
Que estás em frente a mim.
Me amando gostoso assim.
Marcos Tomaz.
23/07/09.
domingo, 12 de julho de 2009
Caminhada

Vinha caminhando
Sozinho pelas ruas,
Uma claras, outras escuras.
Vinha caminhando...
De umas pedras desviava,
Em outras tropeçava,
Mas vinha caminhando.
O suor misturava-se às lágrimas,
As lágrimas aos risos,
O riso aos pensamentos...
Vinha caminhando.
Os passos foram indo,
Os pensamentos findos,
A velocidade era mínima...
Vinha caminhando.
Os automóveis passavam,
As luzes cegavam...
Minhas veias sangravam,
Vinha caminhando.
Qual era o meu destino?
Corri feito um menino,
Andei muito traquino, e agora...
Vinha caminhando.
As pernas cambaleantes,
A respiração ofegante,
A vida inconstante,
O destino errante,
Caminhei.
Mas não sei aonde cheguei.
Marcos Tomaz.
12 de julho de 2.009.
01,16hs.
quinta-feira, 2 de julho de 2009
Ser corinthiano.

Ser corinthiano é ser mais...
É ser mais feliz mesmo quando se está triste,
É ser mais apaixonado,
Não precisamos ter uma casa para dizer que amamos mais nossa mulher,
Se assim fosse, os pobres não tinham mulher e filhos,
E muitas vezes, são mais felizes que os ricos que vivem em mansões,
Traindo e sendo traídos por suas amadas.
O corinthiano não. É fiel.
Ganhando ou perdendo,
Na alegria ou na tristeza,
As lágrimas de dor misturam-se com as de alegria,
E em uníssono podemos dizer.
Timãããão ê ô.
Não importa que a festa na maioria das vezes é feita na casa dos outros.
Mas é festa.
E de festa ninguém entende melhor do que o corinthiano.
Somos fiéis, porque sabemos que a reciprocidade vai vir,
Amamos e somos amados por ele.
Não existe uniforme,
Existe manto,
E quem o veste, jamais fica indiferente,
Torna-se mais feliz, mais contente.
Somos fiéis,
Somos fiéis porque não dá para esconder essa emoção.
Somos fiéis porque não dá para ficar sem enxugar as lágrimas,
Somos fiéis porque o povo é fiel.
Amar incondicionalmente,
Todos os torcedores fazem,
Mas ninguém faz melhor do que o corinthiano.
Eu sou corinthiano de coração,
Carregando no peito essa paixão.
Sendo ou não campeão.
Viva o Corinthians!!!
É ser mais feliz mesmo quando se está triste,
É ser mais apaixonado,
Não precisamos ter uma casa para dizer que amamos mais nossa mulher,
Se assim fosse, os pobres não tinham mulher e filhos,
E muitas vezes, são mais felizes que os ricos que vivem em mansões,
Traindo e sendo traídos por suas amadas.
O corinthiano não. É fiel.
Ganhando ou perdendo,
Na alegria ou na tristeza,
As lágrimas de dor misturam-se com as de alegria,
E em uníssono podemos dizer.
Timãããão ê ô.
Não importa que a festa na maioria das vezes é feita na casa dos outros.
Mas é festa.
E de festa ninguém entende melhor do que o corinthiano.
Somos fiéis, porque sabemos que a reciprocidade vai vir,
Amamos e somos amados por ele.
Não existe uniforme,
Existe manto,
E quem o veste, jamais fica indiferente,
Torna-se mais feliz, mais contente.
Somos fiéis,
Somos fiéis porque não dá para esconder essa emoção.
Somos fiéis porque não dá para ficar sem enxugar as lágrimas,
Somos fiéis porque o povo é fiel.
Amar incondicionalmente,
Todos os torcedores fazem,
Mas ninguém faz melhor do que o corinthiano.
Eu sou corinthiano de coração,
Carregando no peito essa paixão.
Sendo ou não campeão.
Viva o Corinthians!!!
domingo, 14 de junho de 2009
Separação

Mala pronta...
Vira-se as costas e vai,
Do outro lado, os olhos marejados, vê-se a silhueta que parte.
Sem discussões,
Sem arranhões...
Desilusões.
Fica a saudade, a dor, a vontade.
Piedade.
Pedidos a Deus para que os abençoe,
E ofensas ao Diabo, descarregando-lhe sua má sorte.
É a morte.
É a morte do amor, que um dia existiu.
E se não existiu, o que era então?
Paixão? Tesão? Ilusão?
Espaço preenchido,
Amor vivido,
Traído?
Trair o amor é pensar que amou e não amou?
Trair o sentimento, o momento, a dor.
E os risos? O que faremos com os risos?
Tornam-se, saudade, lágrimas. Sufocadas, amargos risos... amargas lágrimas.
Amor?
Dor?
Por que lágrimas?
Se fazemos o que queremos, por que lágrimas?
Adeus!
É o fim de tudo... adeus.
Até quando?
Nos veremos novamente?
Agora está contente?
Perguntas... Sem respostas.
Nunca se pergunta tanto.
Onde foi que errei?
Quem errou?
Você me amou?
Para onde você vai?
E amanhã?
Adeus!
Sem respostas...
Vazio...
Adeus!
Sofrimento...
Adeus!
Tormento...
Adeus!
Saudade...
Adeus!
Ternura...
Adeus!
Enfim...
Adeus!
Vira-se as costas e vai,
Do outro lado, os olhos marejados, vê-se a silhueta que parte.
Sem discussões,
Sem arranhões...
Desilusões.
Fica a saudade, a dor, a vontade.
Piedade.
Pedidos a Deus para que os abençoe,
E ofensas ao Diabo, descarregando-lhe sua má sorte.
É a morte.
É a morte do amor, que um dia existiu.
E se não existiu, o que era então?
Paixão? Tesão? Ilusão?
Espaço preenchido,
Amor vivido,
Traído?
Trair o amor é pensar que amou e não amou?
Trair o sentimento, o momento, a dor.
E os risos? O que faremos com os risos?
Tornam-se, saudade, lágrimas. Sufocadas, amargos risos... amargas lágrimas.
Amor?
Dor?
Por que lágrimas?
Se fazemos o que queremos, por que lágrimas?
Adeus!
É o fim de tudo... adeus.
Até quando?
Nos veremos novamente?
Agora está contente?
Perguntas... Sem respostas.
Nunca se pergunta tanto.
Onde foi que errei?
Quem errou?
Você me amou?
Para onde você vai?
E amanhã?
Adeus!
Sem respostas...
Vazio...
Adeus!
Sofrimento...
Adeus!
Tormento...
Adeus!
Saudade...
Adeus!
Ternura...
Adeus!
Enfim...
Adeus!
sexta-feira, 12 de junho de 2009
Aos namorados

Sentem-se em uma praça,
Olhe os passarinhos,
Veja os seus ninhos,
Soltem suas mordaças.
Gritem alto e ao vento,
Sentindo o momento,
Pleno de amor...
Sem nenhum pudor.
Os lábios vermelhos
Cheios de apelos,
Querendo beijar
Querendo amar.
Os olhos brilhando
As mãos suando,
A acariciar,
Na noite de luar.
Aos namorados, sentados no jardim
Eternos apaixonados, com perfume de jasmim.
Sejam felizes, com muito calor,
Nos braços de seu... amor.
Olhe os passarinhos,
Veja os seus ninhos,
Soltem suas mordaças.
Gritem alto e ao vento,
Sentindo o momento,
Pleno de amor...
Sem nenhum pudor.
Os lábios vermelhos
Cheios de apelos,
Querendo beijar
Querendo amar.
Os olhos brilhando
As mãos suando,
A acariciar,
Na noite de luar.
Aos namorados, sentados no jardim
Eternos apaixonados, com perfume de jasmim.
Sejam felizes, com muito calor,
Nos braços de seu... amor.
quinta-feira, 11 de junho de 2009
INVERNO

Inverno,
frio, vento,
Mesmo que estivesse no inferno,
estaria calor ao meu contento.
O frio dói em quem não tem onde dormir,
E você em sua cama a sorrir.
SEm pensar que lá fora alguém chora,
e por um pano velho implora.
E o vento continua a bater,
E o frio continua a chegar,
Lá fora um homem a gemer
esperando o frio passar.
E se esse homem morrer?
De frio de fome e de dor.
Ninguém o irá socorrer,
Nem para a morte ele tem valor.
Mas, se um dia o homem acordar,
Do sono que dorme a anos,
poderá, quem sabe partilhar,
E causar ao mundo menos danos.
Inverno,
Mas não só frio e dor,
aqui já é um inferno,
A desgraça não é um horror.
Marcos Tomaz.
20/08/1984.
frio, vento,
Mesmo que estivesse no inferno,
estaria calor ao meu contento.
O frio dói em quem não tem onde dormir,
E você em sua cama a sorrir.
SEm pensar que lá fora alguém chora,
e por um pano velho implora.
E o vento continua a bater,
E o frio continua a chegar,
Lá fora um homem a gemer
esperando o frio passar.
E se esse homem morrer?
De frio de fome e de dor.
Ninguém o irá socorrer,
Nem para a morte ele tem valor.
Mas, se um dia o homem acordar,
Do sono que dorme a anos,
poderá, quem sabe partilhar,
E causar ao mundo menos danos.
Inverno,
Mas não só frio e dor,
aqui já é um inferno,
A desgraça não é um horror.
Marcos Tomaz.
20/08/1984.
Assinar:
Postagens (Atom)