AONDE VOCÊ VAI COM ESSA VIOLA
MENINO?
POR QUE NÃO VAI PARA ESCOLA...
POR NOSSA SENHORA...
MENINO?
EU NÃO JOGO BOLA,
EU NÃO CHEIRO COLA...
MEU SENHOR.
SÓ TOCO VIOLA,
POR AÍ AFORA,
SEJA AONDE FOR.
AONDE VOCÊ VAI COM ESSA VIOLA?
MENINO.
JÁ ESTÁ ROMPENDO A AURORA,
SUA MÃE É UMA SENHORA...
MENINO.
MINHA MÃE IMPLORA,
QUE EU TRABALHE FORA...
SEU DOUTOR.
NÃO VENDO GRAVIOLA,
TAMBÉM NÃO PEÇO ESMOLA,
NEM ROUBO UMA FLOR.
AONDE VOCÊ VAI COM ESSA VIOLA?
MENINO.
JÁ ESTÁ CHEGANDO A HORA,
DE VOCÊ IR EMBORA...
MENINO.
A MORENA IMPLORA,
QUE EU NÃO VÁ EMBORA,
MEU SENHOR...
QUER QUE EU TOQUE VIOLA,
SENÃO ELA CHORA...
QUER O MEU AMOR.
AONDE VOCÊ VAI COM ESSA VIOLA? MENINO?
VOU TOCAR VIOLA... SENÃO ELA CHORA. MEU SENHOR!
Marcos Tomaz - 13 de janeiro de 2010.
Advogado, escritor e poeta, autor dos livros As duas faces da corrupção e O Seqüestrado.
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
Nunca mais
Nunca mais...
Quero ouvir o seu nome em guerra ou em paz,
Quero estar ao seu lado, vivendo jamais,
E as desculpas que vive inventando a mais...
Nunca mais...
Chegue perto de mim, procure outro rapaz,
Quero novos começos, com outros finais,
E aventuras discretas e muitos natais...
Nunca mais...
Destinos incertos, momentos fatais,
Deixarei de viver outros carnavais,
E as festas com os meus amigos leais...
Nunca mais...
Você sorrindo ou chorando para mim tanto faz,
Soluçando, encantando em sonhos reais,
Quero-a longe de mim, não quero vê-la mais...
Nunca mais...
Quero ouvir o seu nome em guerra ou em paz,
Quero estar ao seu lado, vivendo jamais,
E as desculpas que vive inventando a mais...
Nunca mais...
Chegue perto de mim, procure outro rapaz,
Quero novos começos, com outros finais,
E aventuras discretas e muitos natais...
Nunca mais...
Destinos incertos, momentos fatais,
Deixarei de viver outros carnavais,
E as festas com os meus amigos leais...
Nunca mais...
Você sorrindo ou chorando para mim tanto faz,
Soluçando, encantando em sonhos reais,
Quero-a longe de mim, não quero vê-la mais...
Nunca mais...
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
Somos morte.
Somos morte,
A cada dia morremos um pouco.
Perdemos dentro de nós a infância, é morte.
Fica para trás a adolescência, é morte.
O primeiro amor,
O primeiro beijo.
Aprender a andar de bicicleta e nunca mais fazê-lo,
Tudo isso é morte.
Os amigos perdidos,
Morte.
Os cabelos negros e compridos,
Morte.
O corpo atlético, morte.
Mas, só existe morte, onde há vida!
Infância, adolescência, primeiro amor, primeiro beijo,
Andar de bicicleta, e tudo o mais que morreu, ou que está morrendo,
Só existe se estamos vivendo.
Nada existe para a eternidade.
Somos morte, porque vivemos.
A morte deixa saudade.
Toda morte é saudade,
Saudade de uma vida vivida,
Amada, sofrida.
Vida e morte,
Para uns azar, para outros sorte.
Somos morte,
O sinônimo da vida,
Não o contrário,
Mas sim a continuação,
Enquanto escrevo esta poesia, é vida.
Ao terminá-la, é morte.
Marcos Tomaz
02-11-2009.
A cada dia morremos um pouco.
Perdemos dentro de nós a infância, é morte.
Fica para trás a adolescência, é morte.
O primeiro amor,
O primeiro beijo.
Aprender a andar de bicicleta e nunca mais fazê-lo,
Tudo isso é morte.
Os amigos perdidos,
Morte.
Os cabelos negros e compridos,
Morte.
O corpo atlético, morte.
Mas, só existe morte, onde há vida!
Infância, adolescência, primeiro amor, primeiro beijo,
Andar de bicicleta, e tudo o mais que morreu, ou que está morrendo,
Só existe se estamos vivendo.
Nada existe para a eternidade.
Somos morte, porque vivemos.
A morte deixa saudade.
Toda morte é saudade,
Saudade de uma vida vivida,
Amada, sofrida.
Vida e morte,
Para uns azar, para outros sorte.
Somos morte,
O sinônimo da vida,
Não o contrário,
Mas sim a continuação,
Enquanto escrevo esta poesia, é vida.
Ao terminá-la, é morte.
Marcos Tomaz
02-11-2009.
terça-feira, 20 de outubro de 2009
Infância
É no pega-pega,
É no rola-rola,
Corro atrás da bola,
Sou uma criança querendo crescer,
E quando crescer o que farei contigo que viveu comigo desde o amanhecer?
É no pega-pega,
É no pique-esconde
Eu procuro aonde você se escondeu,
Atrás da cortina que a minha sina de você se perdeu.
Bolinha de gude, rodando pião,
Sempre fico tonto tocando sua mão,
E o tempo passa,
Quando na vidraça faço um coração.
A gente duvida, que um dia na vida, podemos crescer,
E depois que cresce a gente se esquece,
Das aventuras que nos fez viver.
É no pega-pega,
É no rola-rola,
Corro atrás da bola,
Sou uma criança quase prá morrer,
E quando morrer o que farei contigo, que viveu comigo desde pequenino até o anoitecer?
Marcos Tomaz.
20-10-09.
É no rola-rola,
Corro atrás da bola,
Sou uma criança querendo crescer,
E quando crescer o que farei contigo que viveu comigo desde o amanhecer?
É no pega-pega,
É no pique-esconde
Eu procuro aonde você se escondeu,
Atrás da cortina que a minha sina de você se perdeu.
Bolinha de gude, rodando pião,
Sempre fico tonto tocando sua mão,
E o tempo passa,
Quando na vidraça faço um coração.
A gente duvida, que um dia na vida, podemos crescer,
E depois que cresce a gente se esquece,
Das aventuras que nos fez viver.
É no pega-pega,
É no rola-rola,
Corro atrás da bola,
Sou uma criança quase prá morrer,
E quando morrer o que farei contigo, que viveu comigo desde pequenino até o anoitecer?
Marcos Tomaz.
20-10-09.
sábado, 10 de outubro de 2009
Ser criança.
Ser criança é como uma dança,
Que vai para lá...
Que vem para cá.
Não pise no pé,
Porque tem chulé.
E assim eu choro.
Então eu imploro,
Pise em meu pé.
Quem sabe eu chore
Feito criança.
E se for como adulto,
Será um insulto
Querer comparar,
Um choro inocente,
Até mesmo contente,
De um doloroso e até rancoroso.
Ser criança...
É ter na lembrança,
Soltar buscapé,
Trazer na lembrança,
Depois dar no pé.Não é ter idade,
É saber ter saudade,
Vovô ou bebê,
Somos todos crianças,
Não importam as tranças,
O que vale é a esperança
De o amanhã chegar.
Ah, ser criança...
Que tanto balança...
Prá lá e prá cá.
O rosto sardento,
No peito um lamento,
A alegria que encanta,
Me fazendo lembrar...
Das goiabeiras,
Das brincadeiras,
Daquelas maneiras,
De saber conquistar...
Ser criança...
Aquela bonança
De saúde e vigor
Seja aonde for.
Marcos Tomaz.
Que vai para lá...
Que vem para cá.
Não pise no pé,
Porque tem chulé.
E assim eu choro.
Então eu imploro,
Pise em meu pé.
Quem sabe eu chore
Feito criança.
E se for como adulto,
Será um insulto
Querer comparar,
Um choro inocente,
Até mesmo contente,
De um doloroso e até rancoroso.
Ser criança...
É ter na lembrança,
Soltar buscapé,
Trazer na lembrança,
Depois dar no pé.Não é ter idade,
É saber ter saudade,
Vovô ou bebê,
Somos todos crianças,
Não importam as tranças,
O que vale é a esperança
De o amanhã chegar.
Ah, ser criança...
Que tanto balança...
Prá lá e prá cá.
O rosto sardento,
No peito um lamento,
A alegria que encanta,
Me fazendo lembrar...
Das goiabeiras,
Das brincadeiras,
Daquelas maneiras,
De saber conquistar...
Ser criança...
Aquela bonança
De saúde e vigor
Seja aonde for.
Marcos Tomaz.
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
LÁGRIMAS
Lágrimas,
Como viver sem tê-las,
É o derramanento da alma,
Do sentimento de alegria, tristeza,
Da alma, a beleza.
Reflexo do ser, do viver, do morrer.
É o espelho de nosso interior,
Que embaça e não vemos a nossa imagem.
Lágrimas,
É o sangue da nossa essência,
Da derrota e da conquista,
Do nascimento.
Da saudade,
Dos fatos, das coisas, dos outros.
Da saudade do nada.
Lágrimas,
Como viver sem tê-las.
É o escape do peito,
O transbordamento do coração
Que represa tudo,
A mínima emoção.
Lágrimas,
Salgadas e não doces,
Para lembrarmos como são doloridas,
Amargas, sofridas.
Porque delas refletem o lamento,
Da dor, o momento,
Da vida, o alimento.
Simplesmente, lágrimas.
Marcos Tomaz.
Como viver sem tê-las,
É o derramanento da alma,
Do sentimento de alegria, tristeza,
Da alma, a beleza.
Reflexo do ser, do viver, do morrer.
É o espelho de nosso interior,
Que embaça e não vemos a nossa imagem.
Lágrimas,
É o sangue da nossa essência,
Da derrota e da conquista,
Do nascimento.
Da saudade,
Dos fatos, das coisas, dos outros.
Da saudade do nada.
Lágrimas,
Como viver sem tê-las.
É o escape do peito,
O transbordamento do coração
Que represa tudo,
A mínima emoção.
Lágrimas,
Salgadas e não doces,
Para lembrarmos como são doloridas,
Amargas, sofridas.
Porque delas refletem o lamento,
Da dor, o momento,
Da vida, o alimento.
Simplesmente, lágrimas.
Marcos Tomaz.
sexta-feira, 31 de julho de 2009
Você existe?
Você existe?
Se você existe, por que nunca te encontrei?
Nas ruas, nos bares, nos lares...
Nunca te esbarrei.
Você existe?
Se você existe, por que nunca te toquei?
Nunca senti a sua pele, o seu cheiro, o seu soluço,
Nunca te escutei.
Você existe?
Se você existe, como nunca a vi?
Sua sombra, sua silhueta, sua faceta,
Se você existe, eu nunca sorri.
Você existe?
Se você existe, por que nunca a beijei?
Te amei, te amei e te amei?
Se você existe, é porque nunca eu te amei.
Você não existe.
Não está em minha cama,
Não possui a minha chama,
Você não existe.
Não tem o meu pudor,
Não sente o meu calor.
Não, você não existe.
É um sonho,
Medonho,
Você não existe.
Se existisse estaria me amando,
Me acariciando,
Suando...
Você não existe.
Se existisse estaríamos rindo
Indo, vindo...
Cansando, descansando,
Se amando.
Você existe?
Não existe?
Insiste?
Onde está que não a vejo?
Desejo?
Você existe...
Sim...
Dentro de mim.
Se você existe, por que nunca te encontrei?
Nas ruas, nos bares, nos lares...
Nunca te esbarrei.
Você existe?
Se você existe, por que nunca te toquei?
Nunca senti a sua pele, o seu cheiro, o seu soluço,
Nunca te escutei.
Você existe?
Se você existe, como nunca a vi?
Sua sombra, sua silhueta, sua faceta,
Se você existe, eu nunca sorri.
Você existe?
Se você existe, por que nunca a beijei?
Te amei, te amei e te amei?
Se você existe, é porque nunca eu te amei.
Você não existe.
Não está em minha cama,
Não possui a minha chama,
Você não existe.
Não tem o meu pudor,
Não sente o meu calor.
Não, você não existe.
É um sonho,
Medonho,
Você não existe.
Se existisse estaria me amando,
Me acariciando,
Suando...
Você não existe.
Se existisse estaríamos rindo
Indo, vindo...
Cansando, descansando,
Se amando.
Você existe?
Não existe?
Insiste?
Onde está que não a vejo?
Desejo?
Você existe...
Sim...
Dentro de mim.
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